MENU

Alta Floresta - MT

Domingo, 28 de Maio de 2017

Secretaria confirma denúncia de chacina em MT e cita extraoficialmente dez mortes; adultos e crianças

As equipes especializadas da Polícia Militar e da Polícia Civil já foram mobilizadas e colocadas de prontidão para ir até Colniza.

foto reprodução

só notícias

Postada em 21 de Abril de 2017 às 08h46min

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) confirmou, por meio de nota, informações preliminares de que pessoas encapuzadas invadiram uma gleba na área denominada Taquaruçu do Norte, próxima ao distrito de Guariba, em Colniza. Eles teriam assassinado adultos, idosos e crianças.

No entanto, ainda não há uma confirmação oficial devido ao local ser de difícil acesso e sem sinal de telefonia. A Sesp disponibilizou um helicóptero, que está em Juína, para ir ao local do crime. No entanto, devido ao clima, a aeronave ainda não pode decolar. Assim que possível, a aeronave seguirá com um delegado, um perito da Politec e um oficial da Polícia Militar para analisar toda a situação e dar apoio.

“As equipes especializadas da Polícia Militar e da Polícia Civil já foram mobilizadas e colocadas de prontidão para ir até Colniza. Aeronaves estão preparadas no hangar do Ciopaer para decolar até Colniza, contudo, o mau tempo não permitiu o voo ainda, mas assim que tiver possibilidade, os policiais vão embarcar”, disse o secretário Rogers Jarbas, por meio da nota.

A Polícia Militar de Colniza confirmou, ao Só Notícias, que solicitou reforço de homens para o deslocamento até a região. O sargento reformado da PM e presidente da Câmara de Colniza, Rodolfo Gonçalves, disse, ao Só Notícias, que pelo menos cinco pessoas teriam sido executas a tiros. “Dois homens que estavam nos barracos conseguiram fugir e se esconderam na mata. Eles teriam presenciado o momento em que alguns homens chegaram encapuzados e atiraram. Andando pela mata, eles  conseguiram chegar em Taquaruçu e conseguiram comunicar as autoridades policiais”.

De acordo com Gonçalves, as forças de seguranças como Força Tática, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e policiais civis devem reforçar a segurança na região. “O acesso é complicadíssimo e só conseguem chegar através de embarcação. Depois disso, terão que percorrer pelo menos nove quilômetros às margens do rio até chegar aos barracos onde teriam ocorrido as mortes. Não tem acesso por estrada só pelos os rios”.

De acordo com o soldado da PM, Júlio Cezar da Silva, as informações recebidas são as de que ocorreu um conflito agrário e mortes teriam ocorrido. A região é de difícil acesso e não há outro tipo de confirmação sobre este caso. “Foram várias denúncias que teria ocorrido uma chacina no assentamento. Porém, nosso contingente policial é reduzido e estamos aguardando reforço para ir à área. Porém, as estradas estão alagadas e alguns pontos só é possível atravessar de barco”.

A denúncia de possível chacina está sendo investigada pela Polícia Civil.



SOLO Plus