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Alta Floresta - MT

Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017

Com a maior reserva indígena do mundo, MT abriga 51 mil índios

Segundo o IBGE, Mato Grosso tem a sexta maior população étnica vivendo em áreas indígenas

Reprodução

RD News

Postada em 19 de Abril de 2017 às 10h56min

Mato Grosso tem uma população indígena de 51,6 mil pessoas. Deste número, 42,5 mil residem em terras indígenas, enquanto 9,1 mil vivem fora desses espaços, incluindo as zonas urbanas. São mais de 30 etnias diferentes e áreas de demarcações de mais de 1 milhão de hectares, como é o caso do Parque Indígena do Xingu, que é a maior e mais conhecida reserva do gênero do mundo.


Segundo o IBGE, Mato Grosso tem a sexta maior população étnica vivendo em áreas indígenas. O Estado fica atrás do Amazonas (168,6 mil), Mato Grosso do Sul (73,2 mil), Bahia (56,3 mil), Pernambuco (53,2 mil) e Roraima (49,6 mil). Campinápolis é o município que conta com a maior proporção de moradores indígenas em Mato Grosso. São 7,6 mil índios para uma população total de 14,9 mil, o que representa pouco mais de 53%. A pesquisa do IBGE, que compõe o Censo de 2010 divulgado em 2014, faz um recorte de algumas das características dessa população, como tipo de residência, escolaridade e idade. Dentre os indígenas que moram em espaços demarcados, aproximadamente 36% responderam que falavam português. Enquanto isso, 44% disseram não falar a língua e 19% não responderam. 

A maior parte dessa população ocupa a faixa etária de pessoas que têm entre 25 e 49 anos. São cerca de 25% de pessoas entre essas idades. A menor parte da população etária corresponde aos indígenas que tem mais de 50 anos, com apenas 9%, aproximadamente.

Terras

De acordo com um balanço da Fundação Nacional do Índio (Funai), contando com algumas variações, o Estado tem cerca de 31 etnias indígenas. Dentre elas estão as Apiaká, Kayabi, Arara, Xavante, Cinta Larga, Guató, Bakairí, Wauja, Karajá, Kayapó, Enawenê-Nawê, Rikbaktsa, Paresí, Bororó, Krenák, Negarotê, Irantxe, Myky, Nambikwára, Panará, Kisêdjê, Naruvôtu, Chiquitano, Ikpeng, Suruí, Wasusu, Tabirapé, Terena, Halotesu, Umutina e Zoró.

São 84 terras cadastradas na entidade, sendo que elas estão separadas em áreas delimitadas, regularizadas, homologadas, em estudo e declaradas. De todos esses espaços, somente dois não estão ocupados por índios atualmente.

A área Krenrehé, localizada em Luciára e Canabrava do Norte, é uma delas e, segundo o relatório da Funai, é considerada uma reserva indígena. O outro espaço não ocupado é a terra Piripkura, localizada em Colniza e Rondolândia. A área tem o status de interditada.

As maiores áreas indígenas são o Parque do Xingu, com 2.642.003,9374 hectares; Kayabi (1.053.257,6811 ha); Nambikwara (1.011.961,4852 ha); Apiaká do Pontal (982.324,0000 ha); Aripuanã (750.649,2650 ha) e Enawenê-Nawe (742.088,6783 ha).

Parque do Xingu

O Parque do Xingu é, inclusive, o maior do mundo. O espaço foi criado em 1961 pelo então governador Jânio Quadros. São mais de 27 mil km que ultrapassam as fronteiras de São José do Xingu, São Félix do Araguaia, Canarana, Paranatinga, Marcelândia e Vera. O espaço tem mais de 14 etnias diferentes que habitam no local, considerado pela Organização das Nações Unidas como um dos principais se tratando de diversidade linguística do mundo.