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Sábado, 22 de Julho de 2017

Romoaldo diz que não vê corrupção em repasse de "mensalinho"

“Eu desconheço a questão de mensalinho no período que sou deputado"

Olhar Direto

Reinaldo Fernandes/CircuitoMT

Postada em 06 de Abril de 2017 às 08h59min

O deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) disse não ver como corrupção a distribuição de “mensalinhos” pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, delatado pelo ex-presidente Casa José Riva na última sexta-geira (31). Romoaldo exerce mandatos seguidos de deputado estadual desde 2010 e comandou a presidência da Assembleia quando Riva foi afastado do cargo por determinação judicial em maio de 2013. Romoaldo era vice-presidente da Assembleia à época.

“Eu desconheço a questão de mensalinho no período que sou deputado. A Assembleia sempre achou em Riva, quando as pessoas precisaram dos deputados, apoio em muitas despesas que os deputados fazem. Muitas vezes, o deputado não tem verba suficiente para todas as despesas de gabinete.”

Segundo ele, essas despesas extras estariam relacionadas a serviços de assistência social, que os deputados utilizavam para atender a população, como cobertura de funerais, repasses para casas de apoio social e prefeituras em Mato Grosso.

“A assistência social sempre esteve presente na Assembleia. A Assembleia sempre ajudou municípios do interior, sempre ajudou casas de apoio, em cirurgia, sempre ajudou, quando alguma falece, no transporte do caixão, e o Riva foi o deputado que mais ajudou os deputados a enfrentar essas dificuldades.”

Em depoimento à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado de Cuiabá, na sexta-feira (31), José Riva afirmou que 33 deputados foram beneficiados com  distribuição de dinheiro extra, que entrou na Assembleia Legislativa por meio de repasses de duodécimos com adulteração de gastos em orçamentos anuais.

Ele declarou que os ex-governadores Dante de Oliveira e Blairo Maggi (PP) pagavam propinas para deputados, em troca de apoio no Legislativo. O depoimento foi realizado durante audiência referente a ação derivada da Operação Imperador, que investiga suposto desvio de R$ 61 milhões da Assembleia Legislativa, entre os anos de 2005 e 2009, por meio de um esquema de compras de fachada entre empresas de materiais de papelaria e o Legislativo.

Em entrevista à rádio Capital FM, nesta quarta-feira (5), Romoaldo Júnior afirmou que as informações relevadas por José Riva seriam sobre as “assistências” recebidas pelos deputados.

“Eu acredito que o Riva está citando a ajuda que deu a todos os deputados, no sentido de mostrar que ele não desviou, não roubou. Agora, eu soube que 33 deputados receberam. Aí tem deputado que fizeram oposição ao Blairo Maggi (atual ministro de Agricultura), Silval Barbosa e a Dante de Oliveira [ex-governadores] porque a Assembleia, uma Casa cooperativista, que atende todo o interior de Mato Grosso. O deputado Riva o que mais atendeu”.

Riva entregou uma lista com 33 nomes, além dele próprio, que teriam se beneficiado com o suposto "mensalinho": Silval Barbosa (vice-governador da gestão Maggi - PMDB); Sergio Ricardo (conselheiro do TCE afastado); deputado Mauro Savi (PSB); Carlos Carlão (PSD); Dirceu Dal Bosco (DEM); Alencar Soares (Ex-conselheiro do TCE); Pedro Satélite (PSD); Rene Barbour (Já falecido); Campos Neto (DEM); Zeca D'Avila (DEM); Nataniel de Jesus (PMDB), Humberto Bosaipo (Ex-conselheiro do TCE); Carlos Brito (PSB);  João Malheiros (PV); Eliene Lima (PSD); Zé Carlos de Freitas (PFL); Sebastião Rezende (PSC); Gilmar Frabis (PSD), José Domingos Fraga (PSD); Walace Guimarães (PMDB); Percival Muniz (PPS); Wagner Ramos (PR); Adalto Freitas (SD); Joarez Costa (PMDB);  Walter Rabelo (Já falecido); Nilson Santos (PMDB); Chica Nunes (PSDB); Airton Português (PSD); Maksuês Leite (PP); Guilherme Maluf (PSDB); Ademir Bruneto (PT); Chico Galindo (PDT) e Antônio Brito (PMDB).


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