Alta Floresta - Domingo, 23 de Abril de 2017

Postada em 04 de Abril de 2017 às 09h28min

Alta Floresta: Em assembleia, médicos do Hospital Regional aprovam greve a partir de sexta (07)

Conforme a classe médica que atende no Hospital Regional, desde o ano de 2015, não houve qualquer reajuste salarial

Por: Clay Jr./Noticia Exata
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Junio Garcia

Foi realizada na noite de ontem, segunda-feira (03), uma assembleia geral promovida por profissionais médicos que trabalham no Hospital Regional Albert Sabin, em Alta Floresta.

O SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DE MATO GROSSO – SINDIMED-MT, por meio de sua representante legal, Eliana Maria Siqueira Carvalho, convocou os médicos do município de Alta Floresta, para assembleia geral extraordinária, que ocorreu na Perimetral Rogério Silva (em frente à Justiça do Trabalho).

Em pauta, a paralisação de atendimentos devido ao atraso no pagamento de salários, hoje em dois meses e ainda a falta de estrutura da unidade. Conforme o resultado da assembleia, somente casos de urgência e emergência serão atendidos.

Na manhã de hoje, terça-feira (04), o advogado Carlos Eduardo Barbosa Lima, que representa os profissionais, relatou que os médicos irão protocolar os documentos no Hospital Regional a partir das 10 horas e que decidiram oferecer um prazo de 72 horas para suspender as atividades, caso não sejam quitados os valores em atraso, irão parar a partir de sexta-feira (07).

Conforme documento disponibilizado, os médicos também solicitam outras melhorias, como a necessidade de médicos triadores na recepção do hospital ao invés de enfermeiros, para classificação do quadro clínico do paciente.

Outros problemas também são elencados, como a falta de banheiros no repouso médico masculino, a falta de consultório médico para discussão de casos sigilosos, tais como casos clínicos e passagem de plantões onde são tratados informações pessoais e sigilosas dos pacientes e também a defasagem readequação salarial conforme os índices INPC – Índice Nacional dos preços ao consumidor.

Os profissionais também relatam a necessidade de segurança e ética, a necessidade de restrição da entrada de médicos que não façam parte do corpo clínico do hospital.

Conforme a classe médica que atende no Hospital Regional, desde o ano de 2015, não houve qualquer reajuste salarial, o salário mínimo, subiu, os preços dos produtos subiram, os impostos subiram, enfim existe uma defasagem no salário pago atualmente a categoria médica. Há ainda o relato de episódios recentes, no qual familiares de pacientes trazem outros médicos que não fazem parte do corpo clínico a fim de tratar os pacientes internados, assim interferindo no trabalho e em nas condutas médicas, até mesmo revertendo os tratamentos utilizados e as decisões médicas tomadas pelo corpo clínico.

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