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Domingo, 28 de Maio de 2017

MPE elenca 3 razões para entrada de Faiad em grupo criminoso de Silval

O Ministério Publico apresentou denuncia contra Faiad e mais 16 pessoas por fraudes em licitações na aquisição de combustível.

Divulgação

RD News

Postada em 15 de Março de 2017 às 20h37min

Para o Ministério Público Estadual, o ex-secretário de Administração Francisco Faiad (PMDB) “tinha plena ciência que ocuparia secretaria estratégica aos objetivos do grupo criminoso” investigado no âmbito da Operação Sodoma.

“Seu nome foi escolhido em razão de participar do grupo político do então governador Silval Barbosa (PMDB), a partir de três grandes objetivos”, aponta o MPE na denúncia apresentada contra Faiad e mais 16 pessoas por fraudes em licitações na aquisição de combustível.

A primeira razão, segundo a denúncia, era dar visibilidade ao nome de Faiad, com vista às eleições que aconteceriam em 2014, na qual ele concorreu ao cargo de deputado estadual pelo PMDB, mesmo partido de Silval.

“Tanto é que durante as investigações restou comprovado que, por volta de setembro de 2013, Faiad já deu início à pré-campanha eleitoral, lançando o nome como candidato, circunstância confirmada pelos colaboradores: Juliano Volpato e Edézio Corrêa e, pelas testemunhas Elio Corrêa, José Roberto Pacheco e Afonso Gleidson Teixeira”, destaca o órgão.

Nesta linha, a segunda razão seria desviar dinheiro público para quitar dívida da eleição municipal ocorrida em 2012 em que Faiad e Lúdio Cabral disputaram aos cargos de vice-prefeito e prefeito de Cuiabá, respectivamente. E neste contexto, “fazer caixa para a próxima eleição”, realizada em 2014, na qual o ex-secretário concorreu a deputado estadual.

O MPE aponta que o colaborador César Zílio conta “de forma bastante enfática” que Faiad “canalizava o recebimento de parcela da vantagem indevida pela empresa Marmeleiro Auto Posto Ltda. na SAD, a formar caixa para pagamento de despesas na futura campanha eleitoral de 2014”.

Por fim, a terceira razão para entrada de Faiad no grupo seria “arrecadar vantagem indevida para o caixa comum da organização criminosa”. Sobre isso, as investigações apontam indícios de que no interesse do grupo criminoso recebeu diversas missões com o propósito de obter vantagem indevida.


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